terça-feira, 25 de setembro de 2012

Savassi amplia horário de funcionamento após revitalização

Foto: Divulgação
Após as obras de revitalização da praça Diogo de Vasconcelos, popularmente conhecida como Savassi, vem ai mais uma novidade: a ampliação do horário de funcionamento de cerca de 30 lojas, a maioria localizada na rua Antônio de Albuquerque. As lojas passarão a funcionar de segunda a sexta até às 21h, e aos sábados até às 18h. Mas esta proposta não foi aderida por todos sob a alegação de falta de movimento após às 19h, segurança, e por questões trabalhistas dos funcionários.

A manicure Rafaela Ribeiro, de 15 anos, que faz caminhada diariamente na Savassi, acredita que a expansão do horário não irá trazer mais movimento ao lugar. “A maioria do público da Savassi é de quem trabalha na região. Após o término do expediente, as pessoas não querem demorar muito para irem pra casa, pois desejam descansar”, alegou.

O psicólogo Alexandre Antunes, de 39 anos, disse que a ampliação do horário de
funcionamento do comércio na Savassi, até às 21h, durante a semana, não foi muito divulgado. Na sua opinião, o horário também deveria ter sido expandido para todos os lojistas do entorno, e não somente para os da Rua Antônio de Albuquerque. “Belo Horizonte precisa de um ponto de maior atração turística, e a Savassi é um lugar ideal para isso. No entanto, a prefeitura deve dar mais atenção e zelo, pois a praça ainda se encontra com vários problemas. Tem fonte que não funciona direito, poste sem fixação de todos os parafusos, fio desencapado, além de haver muito lixo e pessoas dormindo ao redor. A pobreza ainda é gritante aqui”, alertou o morador da região.

Para os Guardas Municipais Geraldo e Lobo, atualmente a praça da Savassi é um local
seguro. “Com a revitalização da praça houve um aumento do número de frequentadores. Outra coisa que ajudou foi a ampliação do número de policiais militares e de guardas municipais inibindo os assaltos, juntamente com o aumento da iluminação, que trouxe maior sensação de segurança para o público e lojistas”. Segundo Geraldo, hoje o maior número de chamadas é por conta do arrombamento de veículos. Contudo, segundo enfatizaram os agentes públicos, os lojistas que quiserem podem solicitar a ronda em horários específicos.

Autor: Filipe Diniz

domingo, 23 de setembro de 2012

Servidor público é preso em flagrante

Um servidor público da Secretaria de Planejamento e Orçamento do Distrito Federal (Seplan/DF) foi pego em flagrante na BR-060, por volta das 08h30, desse sábado (8/09), após adulterar a placa de um carro oficial para usá-la para fins privados.

O servidor foi abordado a caminho de Anápolis, Goiás, na altura de Engenho das Lajes, próximo à divisa do DF com GO, quando estava parado no acostamento da rodovia trocando a placa do veículo.

A PM disse que durante a abordagem percebeu que a placa traseira do Corsa Classic branco, JJG-5538, do Distrito Federal, era de cor cinza e com numeração diferente da placa da frente, a oficial, JFP-8662, de cor branca. “O servidor chegou até a abastecer o carro em um posto que tem convênio com o governo do Distrito Federal”, contou um dos policiais que participou da operação.

O servidor foi preso por policiais do 9º Batalhão da Polícia Militar e levado para a 20ª Delegacia de Polícia, onde prestou depoimento. Segundo a ocorrência, o suspeito só não trocou a placa frontal porque não houve tempo. Ele ainda tentou esconder a logomarca do governo nas laterais do carro, utilizando um adesivo com a mesma cor do veículo.

O homem de 52 anos, que mora na Asa Sul, em Brasília, não quis falar com a imprensa. Será transferido para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE), e poderá responder à Justiça pelo crime de adulteração de veículo, com pena de 3 a 6 anos de prisão. A punição ainda pode ser aumentada em um terço pelo fato de ele ser um servidor público. A Seplan-DF informou que ele poderá ser exonerado.

Autor: Filipe Diniz

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Lições de vida trabalhando atrás das grades

Com o objetivo de esclarecer dúvidas e curiosidades de estudantes do curso de jornalismo do Centro Universitário Newton Paiva, foi realizada uma entrevista coletiva com o agente Roland Lana que, há 20 anos, trabalha na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.

A coletiva foi realizada na quarta-feira, 29 de agosto, quando o agente penitenciário contou suas experiências profissionais do seu dia a dia e como ao lidar com os presos transformou sua vida.

Várias perguntas foram feitas na tentativa de desvendar os mistérios que estão além dos muros que deveriam servir como ferramenta de socialização dos indivíduos infratores que perderam o direito à liberdade.

Roland confessou que sua profissão o tornou menos sensível a certas situações de seu cotidiano. “Todo agente deveria ter um acompanhamento psicológico após cinco anos de trabalho, mas, infelizmente, o Estado não oferece boas condições para os agentes e para os presos”.

A vida dedicada ao sistema penitenciário fez o agente enfrentar diversas situações de perigo. Ele foi feito refém durante uma rebelião, sofreu ameaças, mas garante que é respeitado pelos presos. “Aprendi a conviver com os presos e estabelecer um diálogo aberto com eles, por isso, nada me aconteceu durante a rebelião”.

Segundo informações do agente, cerca de 60% dos presos da Nelson Hungria são traficantes e, para fugir, o indivíduo teria que ser artista, por se tratar de um presídio de segurança máxima. “Já recebi propostas para facilitar fugas, mas não aceitei. Quando acontece algo do tipo, geralmente, estão envolvidos os agentes penitenciários contratados, por isso, seria importante a realização de concurso público para ocupar todas as vagas”, disse.

Lana é contra a pena de morte, pois, segundo ele, os afros descendentes, os cidadãos de baixa renda e as mulheres profissionais do sexo correriam mais risco por serem mais vulneráveis aos olhos da sociedade. “Existem presos com mais conhecimento jurídico que muitos advogados, e estes ajudam na defesa de suas próprias causas. O acesso à biblioteca e as informações externas contribuem no processo criminal”.

Cauteloso e às vezes nervoso, Roland confessa que não acredita no sistema prisional. Para ele, ao invés de mais prisões, o governo deveria investir em complexos capazes de oferecer trabalho e educação aos privados de liberdade.

“Sempre digo aos detentos para acreditarem na possibilidade de mudança de vida. Acredito que só assim eles irão se tornar pessoas de bem e livres para viverem em sociedade”.

Após dezenas de perguntas, todas respondidas de forma clara e sucinta, Roland Lana, confessa gostar da profissão exercida há duas décadas e procura usar suas experiências para criar seus filhos para a vida. “Aconselho a todos: não se deixam corromper, sejam honestos”.

Autores: Camila Vasseur, Filipe Brito, Filipe Diniz, Larissa Moreira, Paula Rabelo e Robson Rodrigues

Primeiro homem a pisar na lua morre aos 82 anos

A família do astronauta Neil Armstrong anunciou nesse final de semana (25/08) sua morte em Ohio (EUA). De acordo com os familiares, Armstrong morreu em decorrência de complicações de uma cirurgia que realizou no coração, no começo deste mês, para desobstruir uma artéria coronária.

O primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, lamentou a morte do norte-americano. “Acho que o planeta inteiro deve estar mais triste um pouquinho”, disse.


História


Foi o programa Apollo 11 que eternizou o nome deste americano, apaixonado pela aviação, e que deixou a universidade, em 1950, para lutar na Guerra da Corrêia. Atrás dos soviéticos na corrida espacial, que já havia mandado o primeiro satélite artificial e o primeiro homem ao espaço, o então presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, prometeu, em 1962, que até o final desta década iria mandar alguém para a Lua.

Em 16 de julho de 1969, Neil deixava a Terra a bordo do gigantesco foguete Satura V ao lado dos também americanos Buzz Aldrin e Mike Collins. No dia 20 de julho de 1969, Armstrong anunciava: “A águia pousou”. Pouco depois pisava na Lua ao lado de Aldrin. Já Collins, ficou em um módulo em órbita.

Após o programa Apollo 11 e todas as honrarias que recebeu, Neil dificilmente aparecia em público. Ele era reservado e decepcionava muitos fãs e jornalistas ao negar autógrafos e entrevistas. “Não quero ser um monumento vivo”, dizia.

Armstrong encerrou sua carreira como astronauta e foi atuar como pesquisador na Universidade de Cincinnati (EUA). Depois trabalhou em empresas particulares. “No meu ponto de vista, uma grande conquista da Apollo 11 foi a demonstração de que a humanidade não está presa para sempre no seu Planeta”, disse Armstrong em uma rara aparição pública.

Autor: Filipe Diniz