sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Até que a sorte "não" nos separe

Foto: Divulgação
Por: Filipe Diniz

"Até que a sorte nos separe", estrelado por Leandro Hassum, Danielle Winits, Kiko Mascarenhas, Rita Elmôr e Aílton Graça, é dirigido por Roberto Santucci e produção Globo Filmes. De acordo com sua sinopse, conta a história de Tino (Hassum), um pai de família que tem sua rotina transformada ao ganhar na loteria. Em dez anos, o fanfarrão gasta todo o dinheiro com uma vida de ostentação ao lado da mulher, Jane (Winits). Ao descobrir que está falido, Tino, contrariado, é obrigado a aceitar a ajuda de Amauri (Mascarenhas), seu vizinho, um consultor financeiro nada divertido e extremamente econômico. Quando Jane engravida do terceiro filho, Tino faz de tudo para esconder da esposa a atual situação, já que a recomendação médica é de evitar fortes emoções.

O roteiro foi baseado no livro "Casais Inteligentes Enriquecem Juntos", de Gustavo Cerbasi, que aborda questões como lição financeira, investimentos e controle de gastos. Porém, no filme, curiosamente, é mostrado justamente o contrário, o da gastança desenfreada, liderada pelo casal protagonista, Tino e Jane.

O lado oposto da história, o da economia, ficou a cargo de Amauri, que acabou fazendo papel de chato na história por ter características distintas do personagem principal da trama. Uma espécie de vilão, só que sem fazer maldade alguma.

A produção usou e abusou das improvisações de Hassum, piadas sem graça e personagens sem muito conteúdo. Como a finalidade do gênero comédia é fazer as pessoas rirem, independente da qualidade do texto, chegou-se ao objetivo.

Existe também a questão de adaptação dos atores da TV para o cinema. Muitos deles não têm o mesmo desempenho, pois há diferença na linguagem televisiva, roteiro e produção, com isso, eles não conseguem "vestir" o personagem e transmiti-lo ao público.

O texto é baseado no humor televisivo, especificamente, o caricatural, com a representatividade de Leandro Hassum e seu corpo físico um tanto quanto avantajado. As cenas ilustram ações que uma pessoa à cima do peso geralmente tem, como dificuldade em ter uma alimentação saudável e práticas de exercícios físicos regulares.

"Até que a Sorte nos Separe" foi patrocinado pelo Governo Federal. Como a maior dificuldade em se produzir um longa é a parte financeira, que não foi este o caso, o filme deixou muito a desejar. E pra terminar com chave de ouro, transmitiu a mensagem "dinheiro não importa, o importante mesmo é ser amado". Quem sabe da próxima vez a sorte não separe a boa qualidade de um texto, roteiro e produção e passe a amar mais o espectador.

Falta de sensibilidade ou ingenuidade?

Foto: Divulgação
Por: Filipe Diniz
Em meio a mais de 100 mortos, muitos feridos e milhares de pessoas sofrendo com os transtornos do furacão Sandy, com prejuízos financeiros da ordem de 50 bilhões de dólares, a modelo fotográfica, Nana Gouveia, deixou claro que para ganhar os flashes da mídia vale qualquer negócio. Sua falta de sensibilidade foi do tamanho da sua ingenuidade em, talvez, ter acreditado que sua pose, em meio aos destroços, pudesse ser a oportunidade que precisava para dar um Up em sua carreira. 

Felizmente, o tiro saiu pela culatra e a modelo, além de ter sido duramente criticada por vários veículos de comunicação e principalmente pela sociedade novaiorquina, ganhou várias paródias na internet. A atriz, conforme se auto intitula em seu site, aparece em montagens entre sobreviventes da bomba de Hiroshima, do tsunami no Japão, no naufrágio do Titanic e nas enchentes na região serrana no Rio de Janeiro, entre outras tragédias.

E se não bastasse, o pior de tudo, na minha concepção, foi a declaração dada por ela para se justificar, e que inclusive, me deixou envergonhado como cidadão brasileiro, desse indivíduo ter a mesma nacionalidade que a minha. "Estou chocada e achando muito engraçada a reação das pessoas. Carlos, meu marido, está dando gargalhadas! Não planejei um ensaio nos destroços. Só quis mostrar como estava a cidade com a passagem do furacão. Por que todo mundo pode fazer fotos de Nova York e eu, não? O que tem demais essas fotos? Não há nada sensual, não estou com roupa decotada, nada. Será que preciso engordar para gostarem de mim? Pois meu marido gosta de me ver gostosinha. Ele merece o meu bumbum durinho. Brasil, eu amo essa terra!"

Errar é humano. Pedir desculpas uma virtude. No entanto, permanecer no erro, e ainda achar que está certa, é uma enorme ignorância.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Romance sadomasoquista vira Best-Seller mundial



A autora com o seu best-seller. Fonte: Site UOL
Parece um conto de fadas: a jovem Anastasia Steele, que nunca teve nenhum amor, está às vésperas de sua formatura e conhece Cristian Grey, jovem empresário milionário de aparência que agrada a todas as mulheres.

O primeiro livro da trilogia, "50 Tons de Cinza", da britânica E L James, já vendeu 40 milhões de cópias no mundo e pode ultrapassar recorde de "Harry Potter". O fenômeno literário, atrai a atenção de mulheres de todas as idades e até mesmo os homens estão se rendendo ao sucesso.

A história que traz como protagonistas Cristian Grey e Anastasia Steele, relata um romance entre a jovem que acaba de se formar e o empresário que possui gosto diverso para o sexo. Ana, como é chamada no livro, acaba por perder a virgindade com Grey e os dois se apaixonam, porém a jovem não quer se entregar aos costumes tão excêntricos do seu companheiro, Grey. 

O livro poderia ser mais um romance de Nicholas Sparks, não fosse pelo caminho que tem a partir do sétimo capítulo: o protagonista, muito enigmático com o seu passado, admite o seu gosto peculiar sadomasoquista para a jovem e entrega um contrato de "dominante-submissa" que faz referência a chicotes, mordaças, surras e castigos.

Além disso, o livro mantém uma leitura intrigante, com páginas que trazem uma "explosão de sentidos" dos protagonistas em cenas de sexo, com muita riqueza de detalhes, que deverá prender o leitor até o final. Aliás, o final surpreende um pouco e trás empatia aos protagonistas, ficando irresistível não correr a livraria e comprar o próximo livro da trilogia.

Autora: Camila Vasseur

Mulheres empreendedoras no e-commerce
Jovens mulheres contam como fizeram negócios de sucesso vendendo roupas e acessórios pela internet


Trânsito caótico, quilômetros de congestionamento, dificuldades para estacionar e, ao chegar à loja escolhida, ainda ter que enfrentar fila para pagar. Será que vale a pena tanto esforço para comprar roupas, sapatos e acessórios? Com a Internet, muita coisa mudou a favor do conforto.

Ser usuário das redes sociais como o Facebook, Twitter, Orkut e Instagram ou dos vários sites de compras existentes na internet, pode ser a solução para comprar com segurança e comodidade.


O pioneiro

O primeiro site de venda conhecido de acessórios femininos foi o Net-a-porter, lançado em 2000, na Inglaterra, por Natalie Massenet,  editora da revista Women's Wear Daily e Tatler.
O  site revolucionou a forma de comércio em todo o mundo porque funcionava como uma revista de moda. Artigos e editoriais estão disponíveis no site e, se o usuário gostar de alguma peça, basta clicar no item, efetuar a compra e aguardar a encomenda em casa.


E desde 2000, a venda pela internet cresceu muito. E de acordo com Carla Mendonça, professora do curso de Moda da Faculdade FUMEC e de Comunicação Social do Centro Universitário Newton Paiva, isso aconteceu porque a internet dá acesso a uma gama de produtos muito ampla: “Com uma oferta tão grande assim, fica difícil resistir”, relata.

No Brasil, várias pessoas tiveram sucesso usando o Facebook e Orkut para vender e comprar artigos femininos. Débora Neiva, 19 anos, proprietária da Collision Store, diz que sempre gostou de roupas e de acessórios alternativos, mas nunca tinha onde comprar. Daí nasceu a ideia de se tornar empreendedora.

“Há cinco anos abri a minha loja virtual por causa do mercado ainda em ascensão. E diferente das lojas físicas, que exigem maior investimento, esforço e dedicação”, explica.
Neiva confirma que a loja online é bastante rentável e diz que não pretende trabalhar em outra área. Ela terminou o ensino médio e agora pretende fazer uma faculdade.
Outro exemplo bem-sucedido é a Oliveira Calçados, loja digital das irmãs Helena e Antônia. A loja é bastante conhecida na rede e tem mais de sete mil seguidores frequentes. Segundo elas, são cerca de 200 “curtidas” por foto no Facebook.

“O Instagram, aplicativo para o sistema operacional android, também foi muito importante para a divulgação da nossa marca, pois nos ascendeu para o mercado online. A internet é uma vitrine para o mundo a baixo custo”, diz Helena.

Mensagem postada por Helena e Antônia no Instagram da loja


Mas o negócio de família começou há 25 anos, quando o pai de Helena e Antônia, insatisfeito financeiramente com a profissão de biólogo, decidiu mudar de ramo. Ele resolveu fabricar calçados nos fundos de sua casa e, a opção encontrada para vender os produtos, foi a tradicional Feira Hippie de Belo Horizonte, localizada em 1986, na Praça da Liberdade.

A expansão do negócio na internet se deu anos depois com a participação das filhas como sócias. Elas perceberam que seus clientes gostariam de adquirir os produtos online. “Criamos um blog, mas não possuía plataforma para e-commerce, então resolvemos investir em uma loja virtual”, conta Antônia.

Mesmo com todo o sucesso, as empresárias confirmam que a maior dificuldade de vender sapatos pela internet é não ter a possibilidade de experimentar os produtos. “Não saber se o sapato é confortável como mostra a foto, ainda é um desafio”, completa Helena.

A escritora Fernanda Mello faz propaganda para a marca Oliveira Calçados na página do Facebook

Conforme o Código de Defesa do Consumidor, as lojas virtuais mais conceituadas dão garantias de 90 dias e realiza trocas imediatas das mercadorias dentro de sete dias, caso os clientes não gostem dos produtos vendidos pela internet.

Outra preocupação, dessa vez das lojas físicas, é o fato de que um dia, as compras pela internet possam substituir as compras tradicionais. Porém, de acordo com Carla Mendonça, isso não deve acontecer, e afirma: “as lojas físicas deverão se adaptar as novas tecnologias e oferecer opções de compra pela internet e até mesmo estarem presentes nas redes sociais para divulgação e fortalecimento da marca”.

De acordo com Carla, as lojas virtuais, também precisam criar meios de fidelização de seus clientes, como clubes de compras e a boa apresentação do produto quando despachado: “É importante as lojas capricharem nas embalagens para dar a sensação de estar recebendo um presente surpresa”, sujere. Dessa forma, essa sensação é substituída pela outra, antiga, de experimentar várias roupas e acessórios e ainda sair da loja com várias sacolas.

Autores: Camila Vasseur, Filipe Diniz, Felipe Brito, Larissa Moreira, Paula Rodrigues e Robson Rodrigues.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Famílias contemporâneas

O número de famílias chefiadas por mulheres cresceu no Brasil. Essa é a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na última quarta-feira (17), após análise das informações colhidas com as famílias brasileiras. O estudo levou em consideração a classe social e econômica de lares de diversas regiões do país no período de 2000 a 2010.

A pesquisa revela o aumento do número de mulheres solteiras com filhos, e de casais sem filhos. Também menciona que as mulheres têm chefiado mais famílias mesmo quando possuem marido.

Baseado nos dados da pesquisa, a estudante Ana Luiza Barros, 20 anos, é um exemplo da nova configuração familiar. Ela diz que foi criada pela avó materna e que se tornou mãe aos 19. A mãe e avó também se tornaram mães precocemente. “Minha mãe se casou novamente e preferi continuar morando com minha avó, com quem sempre vivi. Mas a minha relação com a minha mãe é amigável, só não quis conviver com o meu padrasto”, relata.

Segundo o IBGE, esse avanço se deve a uma mudança de valores relativos ao papel da mulher na sociedade. Isso se deve ao ingresso maciço no mercado de trabalho e no ensino superior, combinados com a opção de priorizar a profissão em relação à maternidade.

A recepcionista Claudia Aguiar, 21 anos, conta que em virtude da morte do seu pai, há 12 anos, sua mãe passou a ser a chefe de família. Atualmente, ela mora em Belo Horizonte, onde parte da sua família reside. Mas confessa que ainda precisa da ajuda da mãe para se manter.

Bruno Fonseca, estudante, 18 anos, faz parte de uma família considerada tradicional. Ele mora com o irmão, a mãe e o pai na mesma casa, mas afirma que desde os 15 se considera independente financeiramente. “Na minha casa o chefe é o meu pai e vivemos bem assim. Mesmo tendo uma boa estrutura familiar, pretendo morar sozinho em breve”, disse.


Autores: Filipe Diniz, Robson Rodrigues, Felipe Brito, Larissa Alves, Camila Vasseur e Paula Rabelo.

Quem são os donos da mídia?

Após análise do trabalho elaborado pelo jornalista Daniel Herz, na década de 1980, e aprimorado pela estudante de jornalismo Célia Standnik, em 1994, sobre a grande liberação de outorgas de rádio e TV promovida pelo governo José Sarney (1985–1990), surge o projeto “Donos da Mídia” que foi publicado pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom) em 2002. A proposta aborda o quadro da comunicação brasileira, com informações consistentes sobre este panorama que, atualmente, consta com 41 grupos nacionais e 142 regionais que controlam 9.477 veículos de comunicação.

O “Donos da Mídia” é um projeto desenvolvido para determinar a concentração dos veículos de comunicação no Brasil. Ele reúne dados públicos e informações fornecidas pelos próprios grupos midiáticos brasileiros com o objetivo de montar um panorama completo dos meios de comunicação social. Dentre as informações, estão os tipos de veículos, como emissoras e retransmissoras de TV; rádios AM, FM, comunitária; operadoras de TV a cabo; canais de TV por assinatura; além dos produtos impressos em circulação pelo país.

Em conformidade com o plano, os dez grupos que detêm maior controle da mídia no Brasil são, respectivamente, o Grupo Abril (São Paulo/SP), com 74 veículos; Organizações Globo (Rio de Janeiro/RJ), 69 veículos; Rede Brasil Sul de Comunicação (Porto Alegre/RS), 57 veículos; Grupo Bandeirantes de Comunicação (São Paulo/SP), 47 veículos; Governo Federal Brasileiro - EBC (Brasília/DF), 46 veículos; Igreja Universal do Reino de Deus (São Paulo/SP), 27 veículos; Organização Jaime Câmara (Goiânia/GO), 24 veículos; Sistema Mirante (São Luís/MA), 22 veículos; Diário dos Associados (Brasília/DF), 19 veículos; e Organizações Rômulo Maiorana (Belém/PA), com 15 veículos.

Por outro lado, no Brasil, mesmo com a proibição de políticos possuírem concessões públicas, atualmente, a categoria é considerada majoritária no que tange ao domínio dos meios de comunicação de massa, sendo Antônio Carlos Martins de Bulhões (PMDB-SP), com sete veículos; José Carlos de Souza (PMDB-SP), Wellington Salgado de Oliveira (PMDB-MG), Roberto Coelho Rocha (PSDB-MA), Francisco Pereira Lima (PL-MA), Elcione Therezinha Zahluth Barbalho (PMDB-PA) e José Antônio Bruno (DEM-SP), com cinco veículos cada; Fernando Affonso Collor de Mello (PRTB-AL), Inocêncio Gomes de Oliveira (PL-PE) e José Agripino Maia (DEM-RN), com quatro veículos cada.

Em relação ao prazo de concessões para funcionamento, TV é por 15 anos e rádio dez. Há canais que veiculam publicidade em tempo integral, sendo que o limite comercial autorizado é de 25 por cento. Ressalta-se que por falta de transparência pública do governo federal e de fiscalização da Anatel juntamente com o Ministério das Comunicações, algumas emissoras em operação não renovaram suas licenças há mais de 20 anos.

Em 1988, o Brasil inseriu um capítulo sobre Comunicação Social em sua Constituição em conseqüência da luta pela democratização da comunicação, impulsionada na década de 70. Contudo, nos dias atuais, já não é suficiente ter liberdade de expressão e acesso às fontes de informações. É preciso lutar contra as diferenças econômicas, sociais e políticas. Para tanto, faz-se necessário entender a comunicação como um direito fundamental que pressupõe, dentre outras peculiaridades, a igualdade de acesso aos meios de produção e veiculação da informação. Tal ação garantirá aos cidadãos acesso à informação, bem como à diversidade cultural em prol de contribuição na formação crítica dos receptores, além de estimular a participação popular no que se refere à discussão de novas políticas públicas para a comunicação.

Matéria: Filipe Diniz

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Skinheads atacam na Savassi

Dois rapazes foram agredidos por uma dupla de skinheads, na madrugada do último sábado (27), no cruzamento da avenida Cristóvão Colombo esquina da rua Antônio de Albuquerque, região Centro-Sul de Belo Horizonte. A agressão aconteceu quando os dois amigos se despediam com um abraço.

As vítimas foram surpreendidas com socos e pontapés quando voltavam de um show musical. Ao pedirem ajuda à Guarda Municipal, próxima ao local, os agentes negaram socorro. “Não podemos fazer nada, ligue para o 190”, informou um dos guardas. Mas, ao ligarem, o atendente disse para irem diretamente ao Hospital do Pronto-Socorro João XXIII. Chegando lá, os policiais informaram que não poderiam fazer nada para ajudá-los. “A ocorrência deve ser feita na Delegacia Seccional Leste, localizada na Rua Carangola”, disse.

Um dos agredidos, que é jornalista, redigiu uma carta contando os fatos e usou as redes sociais para demonstrar sua indignação e repudia à violência e ao descaso da segurança pública.

Autores: Camila Vasseur, Filipe Brito, Filipe Diniz, Larissa Alves, Paula Rabelo e Robson Rodrigues