sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Até que a sorte "não" nos separe

Foto: Divulgação
Por: Filipe Diniz

"Até que a sorte nos separe", estrelado por Leandro Hassum, Danielle Winits, Kiko Mascarenhas, Rita Elmôr e Aílton Graça, é dirigido por Roberto Santucci e produção Globo Filmes. De acordo com sua sinopse, conta a história de Tino (Hassum), um pai de família que tem sua rotina transformada ao ganhar na loteria. Em dez anos, o fanfarrão gasta todo o dinheiro com uma vida de ostentação ao lado da mulher, Jane (Winits). Ao descobrir que está falido, Tino, contrariado, é obrigado a aceitar a ajuda de Amauri (Mascarenhas), seu vizinho, um consultor financeiro nada divertido e extremamente econômico. Quando Jane engravida do terceiro filho, Tino faz de tudo para esconder da esposa a atual situação, já que a recomendação médica é de evitar fortes emoções.

O roteiro foi baseado no livro "Casais Inteligentes Enriquecem Juntos", de Gustavo Cerbasi, que aborda questões como lição financeira, investimentos e controle de gastos. Porém, no filme, curiosamente, é mostrado justamente o contrário, o da gastança desenfreada, liderada pelo casal protagonista, Tino e Jane.

O lado oposto da história, o da economia, ficou a cargo de Amauri, que acabou fazendo papel de chato na história por ter características distintas do personagem principal da trama. Uma espécie de vilão, só que sem fazer maldade alguma.

A produção usou e abusou das improvisações de Hassum, piadas sem graça e personagens sem muito conteúdo. Como a finalidade do gênero comédia é fazer as pessoas rirem, independente da qualidade do texto, chegou-se ao objetivo.

Existe também a questão de adaptação dos atores da TV para o cinema. Muitos deles não têm o mesmo desempenho, pois há diferença na linguagem televisiva, roteiro e produção, com isso, eles não conseguem "vestir" o personagem e transmiti-lo ao público.

O texto é baseado no humor televisivo, especificamente, o caricatural, com a representatividade de Leandro Hassum e seu corpo físico um tanto quanto avantajado. As cenas ilustram ações que uma pessoa à cima do peso geralmente tem, como dificuldade em ter uma alimentação saudável e práticas de exercícios físicos regulares.

"Até que a Sorte nos Separe" foi patrocinado pelo Governo Federal. Como a maior dificuldade em se produzir um longa é a parte financeira, que não foi este o caso, o filme deixou muito a desejar. E pra terminar com chave de ouro, transmitiu a mensagem "dinheiro não importa, o importante mesmo é ser amado". Quem sabe da próxima vez a sorte não separe a boa qualidade de um texto, roteiro e produção e passe a amar mais o espectador.

Falta de sensibilidade ou ingenuidade?

Foto: Divulgação
Por: Filipe Diniz
Em meio a mais de 100 mortos, muitos feridos e milhares de pessoas sofrendo com os transtornos do furacão Sandy, com prejuízos financeiros da ordem de 50 bilhões de dólares, a modelo fotográfica, Nana Gouveia, deixou claro que para ganhar os flashes da mídia vale qualquer negócio. Sua falta de sensibilidade foi do tamanho da sua ingenuidade em, talvez, ter acreditado que sua pose, em meio aos destroços, pudesse ser a oportunidade que precisava para dar um Up em sua carreira. 

Felizmente, o tiro saiu pela culatra e a modelo, além de ter sido duramente criticada por vários veículos de comunicação e principalmente pela sociedade novaiorquina, ganhou várias paródias na internet. A atriz, conforme se auto intitula em seu site, aparece em montagens entre sobreviventes da bomba de Hiroshima, do tsunami no Japão, no naufrágio do Titanic e nas enchentes na região serrana no Rio de Janeiro, entre outras tragédias.

E se não bastasse, o pior de tudo, na minha concepção, foi a declaração dada por ela para se justificar, e que inclusive, me deixou envergonhado como cidadão brasileiro, desse indivíduo ter a mesma nacionalidade que a minha. "Estou chocada e achando muito engraçada a reação das pessoas. Carlos, meu marido, está dando gargalhadas! Não planejei um ensaio nos destroços. Só quis mostrar como estava a cidade com a passagem do furacão. Por que todo mundo pode fazer fotos de Nova York e eu, não? O que tem demais essas fotos? Não há nada sensual, não estou com roupa decotada, nada. Será que preciso engordar para gostarem de mim? Pois meu marido gosta de me ver gostosinha. Ele merece o meu bumbum durinho. Brasil, eu amo essa terra!"

Errar é humano. Pedir desculpas uma virtude. No entanto, permanecer no erro, e ainda achar que está certa, é uma enorme ignorância.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Romance sadomasoquista vira Best-Seller mundial



A autora com o seu best-seller. Fonte: Site UOL
Parece um conto de fadas: a jovem Anastasia Steele, que nunca teve nenhum amor, está às vésperas de sua formatura e conhece Cristian Grey, jovem empresário milionário de aparência que agrada a todas as mulheres.

O primeiro livro da trilogia, "50 Tons de Cinza", da britânica E L James, já vendeu 40 milhões de cópias no mundo e pode ultrapassar recorde de "Harry Potter". O fenômeno literário, atrai a atenção de mulheres de todas as idades e até mesmo os homens estão se rendendo ao sucesso.

A história que traz como protagonistas Cristian Grey e Anastasia Steele, relata um romance entre a jovem que acaba de se formar e o empresário que possui gosto diverso para o sexo. Ana, como é chamada no livro, acaba por perder a virgindade com Grey e os dois se apaixonam, porém a jovem não quer se entregar aos costumes tão excêntricos do seu companheiro, Grey. 

O livro poderia ser mais um romance de Nicholas Sparks, não fosse pelo caminho que tem a partir do sétimo capítulo: o protagonista, muito enigmático com o seu passado, admite o seu gosto peculiar sadomasoquista para a jovem e entrega um contrato de "dominante-submissa" que faz referência a chicotes, mordaças, surras e castigos.

Além disso, o livro mantém uma leitura intrigante, com páginas que trazem uma "explosão de sentidos" dos protagonistas em cenas de sexo, com muita riqueza de detalhes, que deverá prender o leitor até o final. Aliás, o final surpreende um pouco e trás empatia aos protagonistas, ficando irresistível não correr a livraria e comprar o próximo livro da trilogia.

Autora: Camila Vasseur

Mulheres empreendedoras no e-commerce
Jovens mulheres contam como fizeram negócios de sucesso vendendo roupas e acessórios pela internet


Trânsito caótico, quilômetros de congestionamento, dificuldades para estacionar e, ao chegar à loja escolhida, ainda ter que enfrentar fila para pagar. Será que vale a pena tanto esforço para comprar roupas, sapatos e acessórios? Com a Internet, muita coisa mudou a favor do conforto.

Ser usuário das redes sociais como o Facebook, Twitter, Orkut e Instagram ou dos vários sites de compras existentes na internet, pode ser a solução para comprar com segurança e comodidade.


O pioneiro

O primeiro site de venda conhecido de acessórios femininos foi o Net-a-porter, lançado em 2000, na Inglaterra, por Natalie Massenet,  editora da revista Women's Wear Daily e Tatler.
O  site revolucionou a forma de comércio em todo o mundo porque funcionava como uma revista de moda. Artigos e editoriais estão disponíveis no site e, se o usuário gostar de alguma peça, basta clicar no item, efetuar a compra e aguardar a encomenda em casa.


E desde 2000, a venda pela internet cresceu muito. E de acordo com Carla Mendonça, professora do curso de Moda da Faculdade FUMEC e de Comunicação Social do Centro Universitário Newton Paiva, isso aconteceu porque a internet dá acesso a uma gama de produtos muito ampla: “Com uma oferta tão grande assim, fica difícil resistir”, relata.

No Brasil, várias pessoas tiveram sucesso usando o Facebook e Orkut para vender e comprar artigos femininos. Débora Neiva, 19 anos, proprietária da Collision Store, diz que sempre gostou de roupas e de acessórios alternativos, mas nunca tinha onde comprar. Daí nasceu a ideia de se tornar empreendedora.

“Há cinco anos abri a minha loja virtual por causa do mercado ainda em ascensão. E diferente das lojas físicas, que exigem maior investimento, esforço e dedicação”, explica.
Neiva confirma que a loja online é bastante rentável e diz que não pretende trabalhar em outra área. Ela terminou o ensino médio e agora pretende fazer uma faculdade.
Outro exemplo bem-sucedido é a Oliveira Calçados, loja digital das irmãs Helena e Antônia. A loja é bastante conhecida na rede e tem mais de sete mil seguidores frequentes. Segundo elas, são cerca de 200 “curtidas” por foto no Facebook.

“O Instagram, aplicativo para o sistema operacional android, também foi muito importante para a divulgação da nossa marca, pois nos ascendeu para o mercado online. A internet é uma vitrine para o mundo a baixo custo”, diz Helena.

Mensagem postada por Helena e Antônia no Instagram da loja


Mas o negócio de família começou há 25 anos, quando o pai de Helena e Antônia, insatisfeito financeiramente com a profissão de biólogo, decidiu mudar de ramo. Ele resolveu fabricar calçados nos fundos de sua casa e, a opção encontrada para vender os produtos, foi a tradicional Feira Hippie de Belo Horizonte, localizada em 1986, na Praça da Liberdade.

A expansão do negócio na internet se deu anos depois com a participação das filhas como sócias. Elas perceberam que seus clientes gostariam de adquirir os produtos online. “Criamos um blog, mas não possuía plataforma para e-commerce, então resolvemos investir em uma loja virtual”, conta Antônia.

Mesmo com todo o sucesso, as empresárias confirmam que a maior dificuldade de vender sapatos pela internet é não ter a possibilidade de experimentar os produtos. “Não saber se o sapato é confortável como mostra a foto, ainda é um desafio”, completa Helena.

A escritora Fernanda Mello faz propaganda para a marca Oliveira Calçados na página do Facebook

Conforme o Código de Defesa do Consumidor, as lojas virtuais mais conceituadas dão garantias de 90 dias e realiza trocas imediatas das mercadorias dentro de sete dias, caso os clientes não gostem dos produtos vendidos pela internet.

Outra preocupação, dessa vez das lojas físicas, é o fato de que um dia, as compras pela internet possam substituir as compras tradicionais. Porém, de acordo com Carla Mendonça, isso não deve acontecer, e afirma: “as lojas físicas deverão se adaptar as novas tecnologias e oferecer opções de compra pela internet e até mesmo estarem presentes nas redes sociais para divulgação e fortalecimento da marca”.

De acordo com Carla, as lojas virtuais, também precisam criar meios de fidelização de seus clientes, como clubes de compras e a boa apresentação do produto quando despachado: “É importante as lojas capricharem nas embalagens para dar a sensação de estar recebendo um presente surpresa”, sujere. Dessa forma, essa sensação é substituída pela outra, antiga, de experimentar várias roupas e acessórios e ainda sair da loja com várias sacolas.

Autores: Camila Vasseur, Filipe Diniz, Felipe Brito, Larissa Moreira, Paula Rodrigues e Robson Rodrigues.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Famílias contemporâneas

O número de famílias chefiadas por mulheres cresceu no Brasil. Essa é a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na última quarta-feira (17), após análise das informações colhidas com as famílias brasileiras. O estudo levou em consideração a classe social e econômica de lares de diversas regiões do país no período de 2000 a 2010.

A pesquisa revela o aumento do número de mulheres solteiras com filhos, e de casais sem filhos. Também menciona que as mulheres têm chefiado mais famílias mesmo quando possuem marido.

Baseado nos dados da pesquisa, a estudante Ana Luiza Barros, 20 anos, é um exemplo da nova configuração familiar. Ela diz que foi criada pela avó materna e que se tornou mãe aos 19. A mãe e avó também se tornaram mães precocemente. “Minha mãe se casou novamente e preferi continuar morando com minha avó, com quem sempre vivi. Mas a minha relação com a minha mãe é amigável, só não quis conviver com o meu padrasto”, relata.

Segundo o IBGE, esse avanço se deve a uma mudança de valores relativos ao papel da mulher na sociedade. Isso se deve ao ingresso maciço no mercado de trabalho e no ensino superior, combinados com a opção de priorizar a profissão em relação à maternidade.

A recepcionista Claudia Aguiar, 21 anos, conta que em virtude da morte do seu pai, há 12 anos, sua mãe passou a ser a chefe de família. Atualmente, ela mora em Belo Horizonte, onde parte da sua família reside. Mas confessa que ainda precisa da ajuda da mãe para se manter.

Bruno Fonseca, estudante, 18 anos, faz parte de uma família considerada tradicional. Ele mora com o irmão, a mãe e o pai na mesma casa, mas afirma que desde os 15 se considera independente financeiramente. “Na minha casa o chefe é o meu pai e vivemos bem assim. Mesmo tendo uma boa estrutura familiar, pretendo morar sozinho em breve”, disse.


Autores: Filipe Diniz, Robson Rodrigues, Felipe Brito, Larissa Alves, Camila Vasseur e Paula Rabelo.

Quem são os donos da mídia?

Após análise do trabalho elaborado pelo jornalista Daniel Herz, na década de 1980, e aprimorado pela estudante de jornalismo Célia Standnik, em 1994, sobre a grande liberação de outorgas de rádio e TV promovida pelo governo José Sarney (1985–1990), surge o projeto “Donos da Mídia” que foi publicado pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom) em 2002. A proposta aborda o quadro da comunicação brasileira, com informações consistentes sobre este panorama que, atualmente, consta com 41 grupos nacionais e 142 regionais que controlam 9.477 veículos de comunicação.

O “Donos da Mídia” é um projeto desenvolvido para determinar a concentração dos veículos de comunicação no Brasil. Ele reúne dados públicos e informações fornecidas pelos próprios grupos midiáticos brasileiros com o objetivo de montar um panorama completo dos meios de comunicação social. Dentre as informações, estão os tipos de veículos, como emissoras e retransmissoras de TV; rádios AM, FM, comunitária; operadoras de TV a cabo; canais de TV por assinatura; além dos produtos impressos em circulação pelo país.

Em conformidade com o plano, os dez grupos que detêm maior controle da mídia no Brasil são, respectivamente, o Grupo Abril (São Paulo/SP), com 74 veículos; Organizações Globo (Rio de Janeiro/RJ), 69 veículos; Rede Brasil Sul de Comunicação (Porto Alegre/RS), 57 veículos; Grupo Bandeirantes de Comunicação (São Paulo/SP), 47 veículos; Governo Federal Brasileiro - EBC (Brasília/DF), 46 veículos; Igreja Universal do Reino de Deus (São Paulo/SP), 27 veículos; Organização Jaime Câmara (Goiânia/GO), 24 veículos; Sistema Mirante (São Luís/MA), 22 veículos; Diário dos Associados (Brasília/DF), 19 veículos; e Organizações Rômulo Maiorana (Belém/PA), com 15 veículos.

Por outro lado, no Brasil, mesmo com a proibição de políticos possuírem concessões públicas, atualmente, a categoria é considerada majoritária no que tange ao domínio dos meios de comunicação de massa, sendo Antônio Carlos Martins de Bulhões (PMDB-SP), com sete veículos; José Carlos de Souza (PMDB-SP), Wellington Salgado de Oliveira (PMDB-MG), Roberto Coelho Rocha (PSDB-MA), Francisco Pereira Lima (PL-MA), Elcione Therezinha Zahluth Barbalho (PMDB-PA) e José Antônio Bruno (DEM-SP), com cinco veículos cada; Fernando Affonso Collor de Mello (PRTB-AL), Inocêncio Gomes de Oliveira (PL-PE) e José Agripino Maia (DEM-RN), com quatro veículos cada.

Em relação ao prazo de concessões para funcionamento, TV é por 15 anos e rádio dez. Há canais que veiculam publicidade em tempo integral, sendo que o limite comercial autorizado é de 25 por cento. Ressalta-se que por falta de transparência pública do governo federal e de fiscalização da Anatel juntamente com o Ministério das Comunicações, algumas emissoras em operação não renovaram suas licenças há mais de 20 anos.

Em 1988, o Brasil inseriu um capítulo sobre Comunicação Social em sua Constituição em conseqüência da luta pela democratização da comunicação, impulsionada na década de 70. Contudo, nos dias atuais, já não é suficiente ter liberdade de expressão e acesso às fontes de informações. É preciso lutar contra as diferenças econômicas, sociais e políticas. Para tanto, faz-se necessário entender a comunicação como um direito fundamental que pressupõe, dentre outras peculiaridades, a igualdade de acesso aos meios de produção e veiculação da informação. Tal ação garantirá aos cidadãos acesso à informação, bem como à diversidade cultural em prol de contribuição na formação crítica dos receptores, além de estimular a participação popular no que se refere à discussão de novas políticas públicas para a comunicação.

Matéria: Filipe Diniz

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Skinheads atacam na Savassi

Dois rapazes foram agredidos por uma dupla de skinheads, na madrugada do último sábado (27), no cruzamento da avenida Cristóvão Colombo esquina da rua Antônio de Albuquerque, região Centro-Sul de Belo Horizonte. A agressão aconteceu quando os dois amigos se despediam com um abraço.

As vítimas foram surpreendidas com socos e pontapés quando voltavam de um show musical. Ao pedirem ajuda à Guarda Municipal, próxima ao local, os agentes negaram socorro. “Não podemos fazer nada, ligue para o 190”, informou um dos guardas. Mas, ao ligarem, o atendente disse para irem diretamente ao Hospital do Pronto-Socorro João XXIII. Chegando lá, os policiais informaram que não poderiam fazer nada para ajudá-los. “A ocorrência deve ser feita na Delegacia Seccional Leste, localizada na Rua Carangola”, disse.

Um dos agredidos, que é jornalista, redigiu uma carta contando os fatos e usou as redes sociais para demonstrar sua indignação e repudia à violência e ao descaso da segurança pública.

Autores: Camila Vasseur, Filipe Brito, Filipe Diniz, Larissa Alves, Paula Rabelo e Robson Rodrigues

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Fahrenheit 11 de setembro, as verdadeiras razões

Dia 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, dois aviões se chocam contra dois dos maiores prédios do mundo, as torres gêmeas World Trade Center. Um atentado terrorista planejado pela organização Al Qaeda, liderada por Osama Bin Laden, inimigo número 1 dos norte-americanos. Cerca de 10 mil pessoas morreram. O ataque chocou o mundo, que parou em busca de informações. Revoltado, o então presidente George W. Bush iniciou uma campanha contra o terrorismo e caça de Bin Laden.

Pelo acontecido, Michael Moore, jornalista americano, começou um processo de investigação, pois os fatos ainda eram muito incertos. Levantou provas, documentos e depoimentos, que serviram de matéria-prima para a produção do documentário de sua autoria “Fahrenheit 11 de setembro” (2004). O filme aborda as causas e consequências do atentado e faz referência à posterior invasão dos EUA no Iraque. Além disso, tenta decifrar os vínculos entre as famílias do presidente George W. Bush e a de Osama Bin Laden.

Moore apresenta uma boa explicação para o episódio, o que se justifica pelo governo americano ter mantido seu exército em solo Iraquiano, sob o pretexto de que a “democracia” seria instalada no país; e pela invasão ao Afeganistão, uma busca sem fim por Osama, o qual a sua morte até hoje é motivo de dúvidas. Mas essas ações correspondem mais à proteção dos interesses das indústrias petrolíferas norte-americanas do que ao desejo de libertar os respectivos povos ou evitar potenciais ameaças. Portanto, Fahrenheit 11 de setembro, apesar do seu apelo político anti-Bush, cumpre o seu papel de noticiar e documentar esse jogo de interesses que só gerou estragos para todo o mundo.

Matéria: Filipe Diniz

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Corrupção é tema de entrevista com consultor da ONU

                                     Brasil figura entre os países mais corruptos do Mundo


O diretor do grupo de estudos contra a corrupção da Universidade de Salamanca, consultor da ONU e OEA (Organização dos Estados Americanos) para assuntos de corrupção, lavagem de dinheiro e crime organizado, Nicolás Rodríguez, esteve no Brasil para participar de uma entrevista a convite da entidade Advogados Públicos Federais.

Dentre os assuntos abordados, Rodríguez, ao ser perguntado sobre a corrupção no Brasil, reforçou a necessidade de mudanças culturais mais amplas, com os próprios partidos e eleitores expurgando os corruptos. “O combate à corrupção exige tempo e mudança de mentalidade da população,” alega.

Sobre a falta de percepção pública a respeito dos crimes de corrupção, Nicolás responde que apenas 5% dos crimes de corrupção são denunciados e somente 16% dos processos penais de corrupção terminam em condenação. “Apenas 1% dos corruptos de fato vai para a cadeia,” afirma.

Ao abordar a forte presença da corrupção no meio político, o consultor admite que os sindicatos e os partidos políticos têm participação e deveriam aplicar uma política de tolerância zero. “Se há políticos investigados é porque os próprios partidos os apoiam,” conta.

Como o mensalão, que foi a compra de apoio parlamentar durante o governo Lula, é um caso recente de corrupção no Brasil e que ganhou repercussão mundial, o especialista assegura que a condenação dos réus é altamente positiva. Segundo ele, nada adiantará se poucas pessoas forem condenadas em um universo de várias envolvidas e que deveriam ser julgadas.

Para finalizar, Nicolás Rodríguez considera o julgamento do mensalão um passo importante dado pela sociedade brasileira. A necessidade de que os atos de corrupção sejam fiscalizados e rechaçados pela população é outro assunto de destaque.
A entrevista foi cedida ao jornalista Marcelo Freitas, do Jornal Metro de Brasília, nessa última terça-feira, dia 23 de outubro de 2012.

Autores: Camila Vasseur, Filipe Brito, Filipe Diniz, Larissa Alves, Paula Rabelo e Robson Rodrigues

sábado, 20 de outubro de 2012

Virgindade tem preço?

Foto: Divulgação
Mulheres-frutas, marias-chuteiras e marias-gasolinas são exemplos de mulheres que fazem de tudo para alcançar a fama. Mas colocar a virgindade a venda em um leilão é a forma mais peculiar de se tornar uma celebridade. Impressionante o que as pessoas fazem para ter alguns minutos de popularidade.

É o caso de Catarina Migliorini, 20 anos, natural de Itapema, Santa Catarina, que irá participar de um documentário sobre leilão de virgindade, no qual registrará a sua história e os preparativos até o pleito. Dez dias após o término das apostas é o prazo que o vencedor desfrutará do seu prêmio.

Os interessados na compra da virgindade da jovem ofertam lances através do site Virgins Wanted. O caso foi tão bem planejado, que a relação acontecerá em uma viagem de avião da Austrália até os Estados Unidos, para que não haja problemas com a lei de nenhum país.

Mas ao falar sobre a decisão em participar do filme, Catarina disse que foi em um impulso. Aos 18 anos, e por ser virgem, decidiu se candidatar. Era uma oportunidade de viajar, conhecer novas culturas, fazer amigos e ganhar dinheiro.

No entanto, ao ser questionada sobre a repercussão que causaria, Migliorini declara que opiniões são subjetivas, e se é negócio ou prostituição, cada um dá o nome que quiser. “O corpo é meu, a virgindade é minha, eu sou maior de idade e responsável pelos meus atos”, afirma.

Diante desse contexto, são normais perguntas como qual é o verdadeiro papel da sociedade, dos pais, da escola e da mídia na formação dos seres humanos? Quais os princípios e valores, tanto morais quanto éticos? Como fortalecer a identidade e respeitar o pluralismo aflorado na fase jovial sem que percam os limites do bom senso?

Talvez não tenhamos as respostas para essas perguntas, contudo, não podemos deixar de aprofundar no tema e norteá-los em busca dos valores estabelecidos, tanto pela sociedade, quanto para os pretextos constitucionais. Se a finalidade é ficar famosa ou simplesmente embolsar uma quantia financeira, não sabemos, mas o que podemos afirmar, é que existem outras formas consideradas prudentes, honestas e corretas de se chegar a qualquer um desses objetivos.

Matéria: Filipe Diniz

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Jornalistas relatam experiências no mercado de trabalho

Sala de imprensa da Newton Paiva reúne ex-alunas
que se destacam na profissão

Quatro jornalistas e ex-alunas do Centro Universitário Newton Paiva foram convidadas a participar de palestra, nessa terça-feira, 16 de outubro, na Sala de Imprensa, com objetivo de contar suas experiências profissionais aos alunos e professores da instituição.
Foto: Robson Rodrigues
Raquel Rocha, repórter da Record, ressaltou a importância dos estágios para formação profissional: “Perdi a conta de quantas inscrições realizei. E foi através do programa Fuzaka, da TV Newton Paiva, que tive a oportunidade de entrevistar artistas famosos”, conta.
Já Camila Leste, repórter da Bandeirantes, disse que a função de produtora foi sua porta de entrada e discorda de quem diz que TV é só glamour. “Isto não é realidade. O trabalho é duro e às vezes até sede o repórter passa durante as reportagens de rua”, explica.
Segundo Flávia Scalzo, apresentadora da Record, afirma que o improviso é essencial para o repórter de telejornalismo. “Ele precisa ser bom de texto e ter jogo de cintura para enfrentar os imprevistos da profissão”, relata.
De acordo com Raquel Romagna, chefe de reportagem da Rede Minas, o jornalista precisa saber um pouco de tudo para ter sucesso na profissão. “É preciso estar no lugar e na hora certa , e ter conhecimento prévio de assuntos diversos, é fundamental”, enfatiza.
Durante os relatos das jornalistas convidadas, vários alunos fizeram perguntas sobre as trajetórias profissionais das palestrantes, sobre mercado de trabalho, ibope das emissoras, técnicas de reportagem, acontecimentos curiosos entre outros.

Autores: Camila Vasseur, Filipe Brito, Filipe Diniz, Larissa Alves, Paula Rabelo e Robson Rodrigues

Savassi tem horário das lojas estendido após reformas

O novo horário quer tornar forte o comércio da região


Após as obras de revitalização da praça Diogo de Vasconcelos, popularmente conhecida como praça da Savassi, cerca de 30 lojas, a maioria localizada na rua Antônio de Albuquerque, por iniciativa de empresários, moradores e lojistas passaram a funcionar até às 21 horas de segunda a sexta, e até às 18 horas aos sábados.

Mas nem todos os comerciantes aderiram ao novo horário. A falta de movimento após às 19 horas, a insegurança e as questões trabalhistas, tem dificultado a implementação do novo projeto.

Para Aline Ferreira, gerente da loja Melissa, não houve nenhuma vantagem para as vendas após experiência de duas semanas. “Não acredito que a iniciativa dará certo, pois o público que realmente compra circula pela praça até às 20 horas. Após esse horário, só os restaurantes têm mais movimento”, ressalta.

Priscila Silva, vendedora da loja Divine Escarpe, não apoia a iniciativa porque não confia na segurança, acha a iluminação insuficiente e não há vantagem devido ao aumento dos custos. “Após às 20 horas não tem policiamento e nem movimento de pessoas. Além do que teríamos o custo de mais dois funcionários para o horário estendido que ficariam à toa”, desaprova.

O gerente da loja SR Emporium, Vladimir Souza, acredita que os locais abertos são opções de compra além dos shoppings. “Quem trabalha o dia inteiro em locais fechados, se tiver alternativas, vai fazer suas compras em lojas de rua que ofereçam segurança”, explica.

Foto: Robson Rodrigues
Segundo Souza, o hábito do consumidor pode mudar e, se todos os lojistas aderirem ao novo horário, o comércio da praça da Savassi tende a melhorar. “As pessoas que moram em metrópoles buscam lugares ao ar livre para passear. Se o novo horário agradar aos empresários, talvez o comércio local volte a ser forte como antigamente”, finaliza.

Para os guardas municipais, Geraldo e Lobo, atualmente a praça da Savassi é um local seguro. “Houve um aumento de frequentadores na região e a ampliação do número de policiais militares e de guardas municipais, tem inibido os assaltos. A melhoria da iluminação trouxe maior segurança para os clientes e lojistas”, afirmam.

Já o morador da região, Alexandre Antunes, 39 anos, disse que o novo horário não foi muito divulgado. Ele acredita que a ideia só vai funcionar se todos os lojistas no entorno da praça participarem da iniciativa. Alexandre menciona que Belo Horizonte precisa de mais atrações turísticas, e a Savassi é ideal para isso. No entanto, a prefeitura precisa dar mais atenção e zelo, pois a praça ainda se encontra com vários problemas. “Fontes que não funcionam, postes que faltam parafusos de fixação, fios desencapados, lixo e pessoas dormindo nos passeios públicos são alguns exemplos. A pobreza na Savassi ainda é gritante”, reclama.



Autor: Camila Vasseur, Filipe Brito, Filipe Diniz, Larissa Alves, Paula Rabelo e Robson Rodrigues

iPhone: objeto de desejo

Com os avanços tecnológicos disponíveis no mercado, os consumidores têm dificuldades na hora da escolha de tantas ofertas de equipamentos. A cada dia novos aparelhos são lançados, e, com o bom momento econômico que o Brasil atravessa, está mais fácil adquirir produtos de última geração.

O estudante Marcus Rocha conta que possui um iPhone há algum tempo. Apesar de usar o aparelho da marca Apple, sonho de muitas pessoas, não está satisfeito. “Comprei o celular sem me informar sobre sua funcionalidade. Quando descobri que seria preciso pagar pelos aplicativos, me decepcionei. Na verdade comprei mais por status do que por necessidade”, comenta.

O vendedor Guilherme Alves tem objetivo de comprar a última versão do iPhone. Para isso, vendeu o seu atual para guardar o dinheiro quando o modelo for lançado no Brasil. “Enquanto o novo aparelho não chega, utilizo um aparelho comum, sem muitos recursos. Mas acredito que o sacrifício valerá a pena, pois em breve terei o aparelho dos meus sonhos”, declara.

iPhone


O iPhone é um smartphone desenvolvido pela Apple e possui funcões como câmera digital, tocadores de músicas, conexão à internet via wi-fi e pacote de dados 3G, mensagens de texto, comando de voz e videochamadas. A interação do usuário com o aparelho é feita através de uma tela sensível ao toque.



Autores: Camila Vasseur, Filipe Brito, Filipe Diniz, Larissa Alves, Paula Rabelo e Robson Rodrigues

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Savassi amplia horário de funcionamento após revitalização

Foto: Divulgação
Após as obras de revitalização da praça Diogo de Vasconcelos, popularmente conhecida como Savassi, vem ai mais uma novidade: a ampliação do horário de funcionamento de cerca de 30 lojas, a maioria localizada na rua Antônio de Albuquerque. As lojas passarão a funcionar de segunda a sexta até às 21h, e aos sábados até às 18h. Mas esta proposta não foi aderida por todos sob a alegação de falta de movimento após às 19h, segurança, e por questões trabalhistas dos funcionários.

A manicure Rafaela Ribeiro, de 15 anos, que faz caminhada diariamente na Savassi, acredita que a expansão do horário não irá trazer mais movimento ao lugar. “A maioria do público da Savassi é de quem trabalha na região. Após o término do expediente, as pessoas não querem demorar muito para irem pra casa, pois desejam descansar”, alegou.

O psicólogo Alexandre Antunes, de 39 anos, disse que a ampliação do horário de
funcionamento do comércio na Savassi, até às 21h, durante a semana, não foi muito divulgado. Na sua opinião, o horário também deveria ter sido expandido para todos os lojistas do entorno, e não somente para os da Rua Antônio de Albuquerque. “Belo Horizonte precisa de um ponto de maior atração turística, e a Savassi é um lugar ideal para isso. No entanto, a prefeitura deve dar mais atenção e zelo, pois a praça ainda se encontra com vários problemas. Tem fonte que não funciona direito, poste sem fixação de todos os parafusos, fio desencapado, além de haver muito lixo e pessoas dormindo ao redor. A pobreza ainda é gritante aqui”, alertou o morador da região.

Para os Guardas Municipais Geraldo e Lobo, atualmente a praça da Savassi é um local
seguro. “Com a revitalização da praça houve um aumento do número de frequentadores. Outra coisa que ajudou foi a ampliação do número de policiais militares e de guardas municipais inibindo os assaltos, juntamente com o aumento da iluminação, que trouxe maior sensação de segurança para o público e lojistas”. Segundo Geraldo, hoje o maior número de chamadas é por conta do arrombamento de veículos. Contudo, segundo enfatizaram os agentes públicos, os lojistas que quiserem podem solicitar a ronda em horários específicos.

Autor: Filipe Diniz

domingo, 23 de setembro de 2012

Servidor público é preso em flagrante

Um servidor público da Secretaria de Planejamento e Orçamento do Distrito Federal (Seplan/DF) foi pego em flagrante na BR-060, por volta das 08h30, desse sábado (8/09), após adulterar a placa de um carro oficial para usá-la para fins privados.

O servidor foi abordado a caminho de Anápolis, Goiás, na altura de Engenho das Lajes, próximo à divisa do DF com GO, quando estava parado no acostamento da rodovia trocando a placa do veículo.

A PM disse que durante a abordagem percebeu que a placa traseira do Corsa Classic branco, JJG-5538, do Distrito Federal, era de cor cinza e com numeração diferente da placa da frente, a oficial, JFP-8662, de cor branca. “O servidor chegou até a abastecer o carro em um posto que tem convênio com o governo do Distrito Federal”, contou um dos policiais que participou da operação.

O servidor foi preso por policiais do 9º Batalhão da Polícia Militar e levado para a 20ª Delegacia de Polícia, onde prestou depoimento. Segundo a ocorrência, o suspeito só não trocou a placa frontal porque não houve tempo. Ele ainda tentou esconder a logomarca do governo nas laterais do carro, utilizando um adesivo com a mesma cor do veículo.

O homem de 52 anos, que mora na Asa Sul, em Brasília, não quis falar com a imprensa. Será transferido para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE), e poderá responder à Justiça pelo crime de adulteração de veículo, com pena de 3 a 6 anos de prisão. A punição ainda pode ser aumentada em um terço pelo fato de ele ser um servidor público. A Seplan-DF informou que ele poderá ser exonerado.

Autor: Filipe Diniz

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Lições de vida trabalhando atrás das grades

Com o objetivo de esclarecer dúvidas e curiosidades de estudantes do curso de jornalismo do Centro Universitário Newton Paiva, foi realizada uma entrevista coletiva com o agente Roland Lana que, há 20 anos, trabalha na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.

A coletiva foi realizada na quarta-feira, 29 de agosto, quando o agente penitenciário contou suas experiências profissionais do seu dia a dia e como ao lidar com os presos transformou sua vida.

Várias perguntas foram feitas na tentativa de desvendar os mistérios que estão além dos muros que deveriam servir como ferramenta de socialização dos indivíduos infratores que perderam o direito à liberdade.

Roland confessou que sua profissão o tornou menos sensível a certas situações de seu cotidiano. “Todo agente deveria ter um acompanhamento psicológico após cinco anos de trabalho, mas, infelizmente, o Estado não oferece boas condições para os agentes e para os presos”.

A vida dedicada ao sistema penitenciário fez o agente enfrentar diversas situações de perigo. Ele foi feito refém durante uma rebelião, sofreu ameaças, mas garante que é respeitado pelos presos. “Aprendi a conviver com os presos e estabelecer um diálogo aberto com eles, por isso, nada me aconteceu durante a rebelião”.

Segundo informações do agente, cerca de 60% dos presos da Nelson Hungria são traficantes e, para fugir, o indivíduo teria que ser artista, por se tratar de um presídio de segurança máxima. “Já recebi propostas para facilitar fugas, mas não aceitei. Quando acontece algo do tipo, geralmente, estão envolvidos os agentes penitenciários contratados, por isso, seria importante a realização de concurso público para ocupar todas as vagas”, disse.

Lana é contra a pena de morte, pois, segundo ele, os afros descendentes, os cidadãos de baixa renda e as mulheres profissionais do sexo correriam mais risco por serem mais vulneráveis aos olhos da sociedade. “Existem presos com mais conhecimento jurídico que muitos advogados, e estes ajudam na defesa de suas próprias causas. O acesso à biblioteca e as informações externas contribuem no processo criminal”.

Cauteloso e às vezes nervoso, Roland confessa que não acredita no sistema prisional. Para ele, ao invés de mais prisões, o governo deveria investir em complexos capazes de oferecer trabalho e educação aos privados de liberdade.

“Sempre digo aos detentos para acreditarem na possibilidade de mudança de vida. Acredito que só assim eles irão se tornar pessoas de bem e livres para viverem em sociedade”.

Após dezenas de perguntas, todas respondidas de forma clara e sucinta, Roland Lana, confessa gostar da profissão exercida há duas décadas e procura usar suas experiências para criar seus filhos para a vida. “Aconselho a todos: não se deixam corromper, sejam honestos”.

Autores: Camila Vasseur, Filipe Brito, Filipe Diniz, Larissa Moreira, Paula Rabelo e Robson Rodrigues

Primeiro homem a pisar na lua morre aos 82 anos

A família do astronauta Neil Armstrong anunciou nesse final de semana (25/08) sua morte em Ohio (EUA). De acordo com os familiares, Armstrong morreu em decorrência de complicações de uma cirurgia que realizou no coração, no começo deste mês, para desobstruir uma artéria coronária.

O primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, lamentou a morte do norte-americano. “Acho que o planeta inteiro deve estar mais triste um pouquinho”, disse.


História


Foi o programa Apollo 11 que eternizou o nome deste americano, apaixonado pela aviação, e que deixou a universidade, em 1950, para lutar na Guerra da Corrêia. Atrás dos soviéticos na corrida espacial, que já havia mandado o primeiro satélite artificial e o primeiro homem ao espaço, o então presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, prometeu, em 1962, que até o final desta década iria mandar alguém para a Lua.

Em 16 de julho de 1969, Neil deixava a Terra a bordo do gigantesco foguete Satura V ao lado dos também americanos Buzz Aldrin e Mike Collins. No dia 20 de julho de 1969, Armstrong anunciava: “A águia pousou”. Pouco depois pisava na Lua ao lado de Aldrin. Já Collins, ficou em um módulo em órbita.

Após o programa Apollo 11 e todas as honrarias que recebeu, Neil dificilmente aparecia em público. Ele era reservado e decepcionava muitos fãs e jornalistas ao negar autógrafos e entrevistas. “Não quero ser um monumento vivo”, dizia.

Armstrong encerrou sua carreira como astronauta e foi atuar como pesquisador na Universidade de Cincinnati (EUA). Depois trabalhou em empresas particulares. “No meu ponto de vista, uma grande conquista da Apollo 11 foi a demonstração de que a humanidade não está presa para sempre no seu Planeta”, disse Armstrong em uma rara aparição pública.

Autor: Filipe Diniz

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O Povo Fala

O gás subiu
 “O custo de vida aumentou e eu tenho sentido isso no meu dia a dia. A cada ano que passa tudo fica mais caro, eu acho que isso acontece principalmente por causa da inflação. E por causa disso eu tenho economizado mais e mais, mas muitas vezes fica difícil, pois são coisas básicas que precisamos para sobreviver. Além disso, eu tenho planejado muito os gastos para nunca faltar nada lá em casa. E também acho que o que mais aumentou nos últimos meses foi o gás de cozinha. Pesquisando eu percebo que existe uma variação muito grande de preços – entre R$20,00 e R$50,00. O pior é que a tendência é só aumentar, pois a gente vê que todo ano aumenta mais e mais. O meu objetivo então, é continuar planejando e pesquisando muito para não passar aperto.”
Davi Martins, 30 anos, porteiro.

Desenvolvimento do país
 “Eu acho que o custo de vida aumentou, pois hoje em dia há menos pobreza. Um dos motivos desse aumento é o desenvolvimento que o Brasil está tendo, principalmente a partir do governo Lula que trouxe muitas mudanças ao país. Sinto esse aumento no preço das roupas, sapatos, carros e programas feitos no dia-a-dia. Com isso, terei que gastar mais com essas e outras coisas importantes para a minha sobrevivência. A tendência é só aumentar o custo de vida, pois cada vez mais aparecerão novidades no mercado.”
Jonathas Balbino Rodrigues, 19 anos, ferreiro.

Mercado imobiliário
“Dependendo da região sim, os grandes centros urbanos principalmente. O custo de moradia aumentou e a alimentação também. Na zona rural não, pois eles mesmos produzem o que usam. Acho que o crescimento no setor imobiliário foi o mais exorbitante. As pessoas começaram a comprar mais. Hoje as parcelas podem ser dividas a perder de vista. As construtoras a partir daí viram uma oportunidade de abusar dos preços e taxas. Acho que foi isso que aconteceu nos outros setores também.Não posso dizer se isso é bom ou não, acho que é relativo. Para precisa comprar é ruim, pois os preços aumentaram. Mas para o mercado é bom. Se isso acontecer, vai ser bom para o consumidor e ruim para eles. Acho que a competitividade entre as empresas foi o que aumentou o custo das coisas.Para mim esse aumento do custo de vida foi bom porque consegui boas oportunidades de emprego, com salários mais altos. Como as contas também estavam aumentando, compensei com o salário. Mas tive que trabalhar mais, para conseguir basicamente as mesmas coisas.”
Denis Araújo, 27 anos, professor de radiojornalismo.

Planejamento e apostas
 “Sim, o custo de vida no país aumentou muito, e é devido à inflação de modo geral. Mas o seu aumento é periódico. Seria um paleativo do governo, as ações conforme os tributos e seu reflexo na economia. O impacto se dá na alimentação, transporte, estudo, lazer e cultura. As perspectivas dependem de fatores externos na economia, não depende de políticas governamentais. O governo tampa buraco. Acredito que o cenário econômico melhora a longo prazo. Mas para melhorar, é preciso planejamento por nichos específicos, como a saúde e educação. Como, por exemplo, em BH tem lugares com infra-estrutura básica e outras regiões bem ricas. O investimento tem que ser balanceado conforme a necessidade local. Aposta certa”.
Élcio Marçal de Souza, 29 anos, auxiliar administrativo.

Já foi pior
 “Não acredito que houve aumento do custo de vida. Digo isso porque atualmente o brasileiro consegue adquirir bem mais produtos comparando com dez anos atrás. O salário mínimo aumentou e o poder de compra também. Acredito que estamos resistindo bem à crise da Europa e a situação econômica do brasileiro tende a melhorar. Sou otimista porque sei que o Brasil já viveu situações bem mais complicadas quando resistia a uma inflação descontrolada. As crises dos Estados Unidos e agora da Europa estão servindo de alerta para continuarmos trabalhando e poupando. Cada um tem que fazer sua parte mantendo suas contas equilibradas.”
Rafael Lima, 27 anos, comentarista esportivo.

Autores: Camila Vasseur, Filipe Brito, Filipe Diniz, Larissa Alves, Paula Rabelo e Robson Rodrigues