Mulheres empreendedoras no e-commerce
Jovens mulheres contam como fizeram negócios de sucesso vendendo roupas
e acessórios pela internet
Trânsito caótico, quilômetros de
congestionamento, dificuldades para estacionar e, ao chegar à loja escolhida, ainda
ter que enfrentar fila para pagar. Será que vale a pena tanto esforço para
comprar roupas, sapatos e acessórios? Com a Internet, muita coisa mudou a favor
do conforto.
Ser usuário das redes sociais como o Facebook,
Twitter, Orkut e Instagram ou dos vários sites de compras existentes na
internet, pode ser a solução para comprar com segurança e comodidade.
O pioneiro
O primeiro site de venda conhecido de acessórios femininos foi o Net-a-porter, lançado em 2000, na
Inglaterra, por Natalie Massenet, editora da revista Women's Wear Daily e Tatler.
O site revolucionou a forma de comércio em todo o mundo
porque funcionava como uma revista de moda. Artigos e editoriais estão
disponíveis no site e, se o usuário gostar de alguma peça, basta clicar no item,
efetuar a compra e aguardar a encomenda em casa.
E desde 2000, a venda pela internet cresceu muito. E de acordo com Carla
Mendonça, professora do curso de Moda da Faculdade FUMEC e de Comunicação
Social do Centro Universitário Newton Paiva, isso aconteceu porque a internet
dá acesso a uma gama de produtos muito ampla: “Com uma oferta tão grande assim,
fica difícil resistir”, relata.
No Brasil, várias pessoas tiveram sucesso usando o Facebook e Orkut para
vender e comprar artigos femininos. Débora Neiva, 19 anos, proprietária da Collision Store, diz que sempre gostou de roupas e
de acessórios alternativos, mas nunca tinha onde comprar. Daí nasceu a ideia de
se tornar empreendedora.
“Há cinco anos abri a minha loja virtual por causa do mercado ainda em
ascensão. E diferente das lojas físicas, que exigem maior investimento, esforço
e dedicação”, explica.
Neiva confirma que a loja online é bastante rentável e diz que não pretende
trabalhar em outra área. Ela terminou o ensino médio e agora pretende fazer uma
faculdade.
Outro exemplo bem-sucedido é a Oliveira
Calçados, loja digital das irmãs Helena e Antônia. A loja é bastante conhecida
na rede e tem mais de sete mil seguidores frequentes. Segundo elas, são cerca
de 200 “curtidas” por foto no Facebook.
“O Instagram,
aplicativo para o sistema operacional android, também foi muito importante para
a divulgação da nossa marca, pois nos ascendeu para o mercado online. A
internet é uma vitrine para o mundo a baixo custo”, diz Helena.
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| Mensagem postada por Helena e Antônia no Instagram da loja |
Mas o negócio de família começou há 25
anos, quando o pai de Helena e Antônia, insatisfeito financeiramente com a profissão
de biólogo, decidiu mudar de ramo. Ele resolveu fabricar calçados nos fundos de
sua casa e, a opção encontrada para vender os produtos, foi a tradicional Feira
Hippie de Belo Horizonte, localizada em 1986, na Praça da Liberdade.
A expansão do negócio na internet se
deu anos depois com a participação das filhas como sócias. Elas perceberam que
seus clientes gostariam de adquirir os produtos online. “Criamos um blog, mas não possuía plataforma para e-commerce, então resolvemos investir em
uma loja virtual”, conta Antônia.
Mesmo com todo o sucesso, as empresárias
confirmam que a maior dificuldade de vender sapatos pela internet é não ter a
possibilidade de experimentar os produtos. “Não saber se o sapato é confortável
como mostra a foto, ainda é um desafio”, completa Helena.
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| A escritora Fernanda Mello faz propaganda para a marca Oliveira Calçados na página do Facebook |
Conforme o Código de Defesa do Consumidor,
as lojas virtuais mais conceituadas dão garantias de 90 dias e realiza trocas imediatas
das mercadorias dentro de sete dias, caso os clientes não gostem dos produtos
vendidos pela internet.
Outra preocupação, dessa vez das lojas
físicas, é o fato de que um dia, as compras pela internet possam substituir as
compras tradicionais. Porém, de acordo com Carla Mendonça, isso não deve
acontecer, e afirma: “as lojas físicas deverão se adaptar as novas tecnologias
e oferecer opções de compra pela internet e até mesmo estarem presentes nas
redes sociais para divulgação e fortalecimento da marca”.
De acordo com Carla, as lojas virtuais,
também precisam criar meios de fidelização de seus clientes, como clubes de
compras e a boa apresentação do produto quando despachado: “É importante as
lojas capricharem nas embalagens para dar a sensação de estar recebendo um
presente surpresa”, sujere. Dessa forma, essa sensação é substituída pela
outra, antiga, de experimentar várias roupas e acessórios e ainda sair da loja
com várias sacolas.
Autores:
Camila Vasseur, Filipe Diniz, Felipe Brito, Larissa Moreira, Paula Rodrigues e
Robson Rodrigues.


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