quinta-feira, 22 de novembro de 2012


Mulheres empreendedoras no e-commerce
Jovens mulheres contam como fizeram negócios de sucesso vendendo roupas e acessórios pela internet


Trânsito caótico, quilômetros de congestionamento, dificuldades para estacionar e, ao chegar à loja escolhida, ainda ter que enfrentar fila para pagar. Será que vale a pena tanto esforço para comprar roupas, sapatos e acessórios? Com a Internet, muita coisa mudou a favor do conforto.

Ser usuário das redes sociais como o Facebook, Twitter, Orkut e Instagram ou dos vários sites de compras existentes na internet, pode ser a solução para comprar com segurança e comodidade.


O pioneiro

O primeiro site de venda conhecido de acessórios femininos foi o Net-a-porter, lançado em 2000, na Inglaterra, por Natalie Massenet,  editora da revista Women's Wear Daily e Tatler.
O  site revolucionou a forma de comércio em todo o mundo porque funcionava como uma revista de moda. Artigos e editoriais estão disponíveis no site e, se o usuário gostar de alguma peça, basta clicar no item, efetuar a compra e aguardar a encomenda em casa.


E desde 2000, a venda pela internet cresceu muito. E de acordo com Carla Mendonça, professora do curso de Moda da Faculdade FUMEC e de Comunicação Social do Centro Universitário Newton Paiva, isso aconteceu porque a internet dá acesso a uma gama de produtos muito ampla: “Com uma oferta tão grande assim, fica difícil resistir”, relata.

No Brasil, várias pessoas tiveram sucesso usando o Facebook e Orkut para vender e comprar artigos femininos. Débora Neiva, 19 anos, proprietária da Collision Store, diz que sempre gostou de roupas e de acessórios alternativos, mas nunca tinha onde comprar. Daí nasceu a ideia de se tornar empreendedora.

“Há cinco anos abri a minha loja virtual por causa do mercado ainda em ascensão. E diferente das lojas físicas, que exigem maior investimento, esforço e dedicação”, explica.
Neiva confirma que a loja online é bastante rentável e diz que não pretende trabalhar em outra área. Ela terminou o ensino médio e agora pretende fazer uma faculdade.
Outro exemplo bem-sucedido é a Oliveira Calçados, loja digital das irmãs Helena e Antônia. A loja é bastante conhecida na rede e tem mais de sete mil seguidores frequentes. Segundo elas, são cerca de 200 “curtidas” por foto no Facebook.

“O Instagram, aplicativo para o sistema operacional android, também foi muito importante para a divulgação da nossa marca, pois nos ascendeu para o mercado online. A internet é uma vitrine para o mundo a baixo custo”, diz Helena.

Mensagem postada por Helena e Antônia no Instagram da loja


Mas o negócio de família começou há 25 anos, quando o pai de Helena e Antônia, insatisfeito financeiramente com a profissão de biólogo, decidiu mudar de ramo. Ele resolveu fabricar calçados nos fundos de sua casa e, a opção encontrada para vender os produtos, foi a tradicional Feira Hippie de Belo Horizonte, localizada em 1986, na Praça da Liberdade.

A expansão do negócio na internet se deu anos depois com a participação das filhas como sócias. Elas perceberam que seus clientes gostariam de adquirir os produtos online. “Criamos um blog, mas não possuía plataforma para e-commerce, então resolvemos investir em uma loja virtual”, conta Antônia.

Mesmo com todo o sucesso, as empresárias confirmam que a maior dificuldade de vender sapatos pela internet é não ter a possibilidade de experimentar os produtos. “Não saber se o sapato é confortável como mostra a foto, ainda é um desafio”, completa Helena.

A escritora Fernanda Mello faz propaganda para a marca Oliveira Calçados na página do Facebook

Conforme o Código de Defesa do Consumidor, as lojas virtuais mais conceituadas dão garantias de 90 dias e realiza trocas imediatas das mercadorias dentro de sete dias, caso os clientes não gostem dos produtos vendidos pela internet.

Outra preocupação, dessa vez das lojas físicas, é o fato de que um dia, as compras pela internet possam substituir as compras tradicionais. Porém, de acordo com Carla Mendonça, isso não deve acontecer, e afirma: “as lojas físicas deverão se adaptar as novas tecnologias e oferecer opções de compra pela internet e até mesmo estarem presentes nas redes sociais para divulgação e fortalecimento da marca”.

De acordo com Carla, as lojas virtuais, também precisam criar meios de fidelização de seus clientes, como clubes de compras e a boa apresentação do produto quando despachado: “É importante as lojas capricharem nas embalagens para dar a sensação de estar recebendo um presente surpresa”, sujere. Dessa forma, essa sensação é substituída pela outra, antiga, de experimentar várias roupas e acessórios e ainda sair da loja com várias sacolas.

Autores: Camila Vasseur, Filipe Diniz, Felipe Brito, Larissa Moreira, Paula Rodrigues e Robson Rodrigues.

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