O novo horário quer tornar forte o comércio da região
Após as obras de revitalização da praça Diogo de Vasconcelos, popularmente conhecida como praça da Savassi, cerca de 30 lojas, a maioria localizada na rua Antônio de Albuquerque, por iniciativa de empresários, moradores e lojistas passaram a funcionar até às 21 horas de segunda a sexta, e até às 18 horas aos sábados.
Mas nem todos os comerciantes aderiram ao novo horário. A falta de movimento após às 19 horas, a insegurança e as questões trabalhistas, tem dificultado a implementação do novo projeto.
Para Aline Ferreira, gerente da loja Melissa, não houve nenhuma vantagem para as vendas após experiência de duas semanas. “Não acredito que a iniciativa dará certo, pois o público que realmente compra circula pela praça até às 20 horas. Após esse horário, só os restaurantes têm mais movimento”, ressalta.
Priscila Silva, vendedora da loja Divine Escarpe, não apoia a iniciativa porque não confia na segurança, acha a iluminação insuficiente e não há vantagem devido ao aumento dos custos. “Após às 20 horas não tem policiamento e nem movimento de pessoas. Além do que teríamos o custo de mais dois funcionários para o horário estendido que ficariam à toa”, desaprova.
O gerente da loja SR Emporium, Vladimir Souza, acredita que os locais abertos são opções de compra além dos shoppings. “Quem trabalha o dia inteiro em locais fechados, se tiver alternativas, vai fazer suas compras em lojas de rua que ofereçam segurança”, explica.
Segundo Souza, o hábito do consumidor pode mudar e, se todos os lojistas aderirem ao novo horário, o comércio da praça da Savassi tende a melhorar. “As pessoas que moram em metrópoles buscam lugares ao ar livre para passear. Se o novo horário agradar aos empresários, talvez o comércio local volte a ser forte como antigamente”, finaliza.
Para os guardas municipais, Geraldo e Lobo, atualmente a praça da Savassi é um local seguro. “Houve um aumento de frequentadores na região e a ampliação do número de policiais militares e de guardas municipais, tem inibido os assaltos. A melhoria da iluminação trouxe maior segurança para os clientes e lojistas”, afirmam.
Já o morador da região, Alexandre Antunes, 39 anos, disse que o novo horário não foi muito divulgado. Ele acredita que a ideia só vai funcionar se todos os lojistas no entorno da praça participarem da iniciativa. Alexandre menciona que Belo Horizonte precisa de mais atrações turísticas, e a Savassi é ideal para isso. No entanto, a prefeitura precisa dar mais atenção e zelo, pois a praça ainda se encontra com vários problemas. “Fontes que não funcionam, postes que faltam parafusos de fixação, fios desencapados, lixo e pessoas dormindo nos passeios públicos são alguns exemplos. A pobreza na Savassi ainda é gritante”, reclama.
Autor: Camila Vasseur, Filipe Brito, Filipe Diniz, Larissa Alves, Paula Rabelo e Robson Rodrigues
Após as obras de revitalização da praça Diogo de Vasconcelos, popularmente conhecida como praça da Savassi, cerca de 30 lojas, a maioria localizada na rua Antônio de Albuquerque, por iniciativa de empresários, moradores e lojistas passaram a funcionar até às 21 horas de segunda a sexta, e até às 18 horas aos sábados.
Mas nem todos os comerciantes aderiram ao novo horário. A falta de movimento após às 19 horas, a insegurança e as questões trabalhistas, tem dificultado a implementação do novo projeto.
Para Aline Ferreira, gerente da loja Melissa, não houve nenhuma vantagem para as vendas após experiência de duas semanas. “Não acredito que a iniciativa dará certo, pois o público que realmente compra circula pela praça até às 20 horas. Após esse horário, só os restaurantes têm mais movimento”, ressalta.
Priscila Silva, vendedora da loja Divine Escarpe, não apoia a iniciativa porque não confia na segurança, acha a iluminação insuficiente e não há vantagem devido ao aumento dos custos. “Após às 20 horas não tem policiamento e nem movimento de pessoas. Além do que teríamos o custo de mais dois funcionários para o horário estendido que ficariam à toa”, desaprova.
O gerente da loja SR Emporium, Vladimir Souza, acredita que os locais abertos são opções de compra além dos shoppings. “Quem trabalha o dia inteiro em locais fechados, se tiver alternativas, vai fazer suas compras em lojas de rua que ofereçam segurança”, explica.
| Foto: Robson Rodrigues |
Para os guardas municipais, Geraldo e Lobo, atualmente a praça da Savassi é um local seguro. “Houve um aumento de frequentadores na região e a ampliação do número de policiais militares e de guardas municipais, tem inibido os assaltos. A melhoria da iluminação trouxe maior segurança para os clientes e lojistas”, afirmam.
Já o morador da região, Alexandre Antunes, 39 anos, disse que o novo horário não foi muito divulgado. Ele acredita que a ideia só vai funcionar se todos os lojistas no entorno da praça participarem da iniciativa. Alexandre menciona que Belo Horizonte precisa de mais atrações turísticas, e a Savassi é ideal para isso. No entanto, a prefeitura precisa dar mais atenção e zelo, pois a praça ainda se encontra com vários problemas. “Fontes que não funcionam, postes que faltam parafusos de fixação, fios desencapados, lixo e pessoas dormindo nos passeios públicos são alguns exemplos. A pobreza na Savassi ainda é gritante”, reclama.
Autor: Camila Vasseur, Filipe Brito, Filipe Diniz, Larissa Alves, Paula Rabelo e Robson Rodrigues
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