| Foto: Divulgação |
É o caso de Catarina Migliorini, 20 anos, natural de Itapema, Santa Catarina, que irá participar de um documentário sobre leilão de virgindade, no qual registrará a sua história e os preparativos até o pleito. Dez dias após o término das apostas é o prazo que o vencedor desfrutará do seu prêmio.
Os interessados na compra da virgindade da jovem ofertam lances através do site Virgins Wanted. O caso foi tão bem planejado, que a relação acontecerá em uma viagem de avião da Austrália até os Estados Unidos, para que não haja problemas com a lei de nenhum país.
Mas ao falar sobre a decisão em participar do filme, Catarina disse que foi em um impulso. Aos 18 anos, e por ser virgem, decidiu se candidatar. Era uma oportunidade de viajar, conhecer novas culturas, fazer amigos e ganhar dinheiro.
No entanto, ao ser questionada sobre a repercussão que causaria, Migliorini declara que opiniões são subjetivas, e se é negócio ou prostituição, cada um dá o nome que quiser. “O corpo é meu, a virgindade é minha, eu sou maior de idade e responsável pelos meus atos”, afirma.
Diante desse contexto, são normais perguntas como qual é o verdadeiro papel da sociedade, dos pais, da escola e da mídia na formação dos seres humanos? Quais os princípios e valores, tanto morais quanto éticos? Como fortalecer a identidade e respeitar o pluralismo aflorado na fase jovial sem que percam os limites do bom senso?
Talvez não tenhamos as respostas para essas perguntas, contudo, não podemos deixar de aprofundar no tema e norteá-los em busca dos valores estabelecidos, tanto pela sociedade, quanto para os pretextos constitucionais. Se a finalidade é ficar famosa ou simplesmente embolsar uma quantia financeira, não sabemos, mas o que podemos afirmar, é que existem outras formas consideradas prudentes, honestas e corretas de se chegar a qualquer um desses objetivos.
Matéria: Filipe Diniz
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